quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Yamatto e Gripen



Gripen estava acordando sobre os escombros que sobraram da última explosão que acontecera ali em Osaka, seu colete estava intacto mas tinha ferimentos na sobrancelha e no queixo seu capacete estava à sua esquerda junto à sua espingarda. A guerra já tinha três anos, consequência dos artefatos nucleares clandestinos da máfia japonesa que foram enviados para a Coréia e Rússia durante a inspeção da ONU. Ele se levanta e sai em busca de Yamatto, companheiro de batalhão, com seu apacete em uma mão e espingarda na outra.

Vasculhando os corpos de soldados, Gripen encontra um que tem os traços de Yamatto, ele se assusta: "Meu Deus!!" exclama Gripen, verifica a identificação e vê que ela não bate, procura nos bolsos e encontra ração militar. Uma voz é ouvida, aparenta ser outro idioma, mas ele sobe em um monte de cascalho e areia e avista seu amigo sem seu capacete gritando por ajuda: "Yamatto!!!" exclama Gripen. "Gripen?!! cadê você?!!""Atrás de você seu besta!""Gripen, caramba, pensei que tinha morrido!""Não, você não se livrará de mim tão cedo". Gripen desce o monte de cascalho e chega perto de Yamatto: "Matt, olha o q eu achei! teremos sopa de legumes para o café da manhã""Miserável, é só o que você acha, meu estômago não aguenta mais". Os dois gargalham e começam a andar em direção a um vaso sanitário que ficou inteiro, Gripen pega uma tigela de alumínio que vê a uns cinco metros no chão, estava cheia de água, havia chovido na noite passada: "Eu tenho uma colher, me dá a tigela, e vê se não derrama a água" Diz Yamatto. "Senta aí e mistura o pó da sopa, eu vou buscar madeira para a fogueira""Ô Gripen, você tem fósforo?". Gripen verifica o primeiro bolso da perna direita e tira um isqueiro: "Melhor, tenho um isqueiro!!"